Banco de leite convida mães para doação

16 de dezembro de 2014 - 10:04

Com a proximidade dos feriados de Natal e Ano Novo e das férias, o Banco de Leite do Hospital Geral Dr. César Cals, unidade da rede estadual de saúde, se prepara para reforçar o estoque e garantir leite suficiente para os bebês internados na Unidade de Terapia Neonatal e Unidade de Médio Risco.

Para que isso seja possível, o HGCC pede a atenção especial das mães que estão amamentando e têm excesso de leite para fazerem a doação. O procedimento é bem simples. A mãe que desejar doar precisa ligar para o número gratuito 0800 286 5678 ou enviar um e-mail para bancodeleite@hgcc.ce.gov.br, fazer um cadastro e receber as orientações.

Em casa, a mãe deve separar um recipiente de vidro ou louça, nunca de plástico, para fazer a coleta, e outro recipiente de vidro para guardar o leite no congelador ou freezer. Após a retirada dos rótulos, os recipientes devem ser lavados e fervidos em água por até 15 minutos, junto com as tampas. Em seguida, é só deixar escorrer sobre um pano limpo em uma bancada. Na hora de coletar o leite, a mãe deve procurar um local limpo e arejado, prender os cabelos, fazer a higiene das mãos.

O leite coletado deve ser colocado no segundo recipiente de vidro, para em seguida ser levado ao congelador ou freezer. Esse procedimento deve ser feito até a atingir a marca de dois dedos antes da tampa. Quando isso acontecer, é só ligar para o Hospital César Cals e uma equipe será enviada à casa da doadora para buscar o leite doado.

Com essa ação, os bebês internados têm mais chances de recuperação e crescerão mais fortes e saudáveis. O tempo de internação pode ser reduzido pela metade. Cientificamente, está comprovado que o recém-nascido prematuro e ou doente tem as chances de recuperação mais elevadas e viver com qualidade, se a alimentação com  leite humano for proporcionada, durante o período de privação das mamadas no peito da mãe.

Benefícios do leite materno:

Estudos mostram que o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida pode evitar, anualmente, 1,3 milhão de mortes de crianças menores de 5 anos no mundo. Os bebês até os seis meses não precisam de chás, sucos ou outros leites, nem mesmo de água. Após essa idade, deverá ser dada alimentação complementar apropriada, mas a amamentação deve continuar até o segundo ano de vida da criança ou mais.

Amamentar os bebês imediatamente após o nascimento pode reduzir consideravelmente a mortalidade neonatal – aquela que acontece até o 28º dia de vida – nos países em desenvolvimento. De acordo com o Unicef, no Brasil, do total de mortes de crianças com menos de 1 ano, 65,6% ocorrem no período neonatal e 49,4% na primeira semana de vida.

O aleitamento materno na primeira hora de vida é importante tanto para o bebê quanto para a mães. Auxilia nas contrações uterinas, diminuindo o risco de hemorragia. A amamentação fortalece ainda o vínculo afetivo entre mãe e filho.

O leite materno contém todas as proteínas, açúcares, gorduras e vitaminas que o bebê necessita para ser saudável e protege ainda de doenças como otites, alergias, vômitos, diarréia, pneumonias, bronquiolites e meningites. Melhora ainda o desenvolvimento mental do bebê, da formação da boca e do alinhamento dos dentes, além de ser mais facilmente digerido do que o leite em pó.

Assessoria de Comunicação do HGCC
Wescley Jorge
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