Investigação de óbitos ajuda a reduzir mortalidade materna

29 de abril de 2014 - 19:12

As reuniões dos fóruns das 17 redes Cegonha, que envolvem as 22 regiões de Saúde do Estado, continuam a acontecer enquanto o Comitê Estadual de Prevenção à Mortalidade Materna, Infantil e Fetal desencadeia investigação de mortes maternas para orientar plano de redução desses óbitos, a ser apresentado até o final de junho deste ano. Nesta quarta-feira, 30 de abril, os 24 municípios da Região de Saúde de Sobral realizam a segunda reunião do Fórum Regional da Rede Cegonha para discussões em torno das políticas de atenção ao parto e nascimento, vigilância de óbitos materno-infantil e estratégias para redução da mortalidade materno-infantil. A reunião será realizada na Escola de Formação em Saúde da Família Visconde de Saboia, em Sobral, a partir das 8 horas. No dia 21 de maio, acontecerá em Fortaleza a reunião do Fórum Estadual da Rede Cegonha, no Hotel Mareiro.

De caráter permanente, o Fórum Regional da Rede Cegonha reúne gestores municipais, profissionais e técnicos da saúde, representação de mulheres e da sociedade civil organizada, com a responsabilidade da gestão das políticas de atenção à saúde da gestante e dos recém-nascidos e da criança até dois anos. A Rede Cegonha é um programa lançado pelo Ministério da Saúde que tem o objetivo de atender as brasileiras pelo Sistema Único de Saúde (SUS), desde a confirmação da gestação até os dois primeiros anos de vida da criança.  É uma Rede de cuidados que assegura às mulheres o direito ao planejamento reprodutivo, à atenção humanizada à gravidez, parto e puerpério e, às crianças, o direito ao nascimento seguro, crescimento e desenvolvimento saudáveis.

Com os serviços integrados em 17 redes, o Plano de Ação da Rede Cegonha para as Regiões de Saúde do Ceará, aprovado em junho de 2011 pelo Ministério da Saúde, prevê 27 Centros de Parto Normal, 22 casas da gestante, bebê e puérpera, criação de 263 leitos de gestação de alto risco, 70 leitos de UTI adulto tipo II, 176 leitos de UTI neonatal tipo II, 321 leitos de UCI neonatal e 135 leitos de UCI Canguru. Também inclui a qualificação de 203 leitos de gestação de alto risco; 96 leitos de UTI adulto tipo II; 117 leitos de UTI neonatal tipo II e 156 leitos de UCI neonatal. Os serviços deverão funcionar plenamente até o fim de 2014. Em Maracanaú já funciona um Centro de Parto Normal integrado à rede regional.

O desafio é reduzir a Razão de Mortalidade Materna (RMM) para aproximá-la da meta de 35 por 100 mil nascidos vivos, estabelecida para 2015 pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Em 2013 o Ceará registrou 117 óbitos maternos, ou 88,6 por 100 mil nascidos vivos. Em 2011, com 110 óbitos maternos registrados, a RMM foi de 67,8 e, em 2012, de 90,9, para 135 mortes maternas. Além de apoiar a implantação da Rede Cegonha, o Governo do Estado, através da Secretaria da Saúde desenvolve uma série de ações para garantir assistência integral ao parto e nascimento, para reduzir a mortalidade materna e infantil. Com a implantação das policlínicas regionais, fica garantido o acesso à consulta de pré-natal de risco em todas as regiões de saúde. Com o funcionamento da nova rede ampliada de Unidades Básicas de Saúde no interior, no total 150 unidades construídas com recursos do governo do Estado, as mulheres recebem durante a gravidez atenção mais qualificada em estruturas ideais, nos padrões da Anvisa.

Com o foco da prevenção, o Ceará foi o primeiro estado brasileiro a universalizar, em 2010, os dois testes de HIV e sífilis para gestantes no pré-natal. A universalização do exame foi possível com a aquisição de equipamentos para os Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen), unidades da rede estadual de saúde que realizam os testes. A Sesa realizou capacitações para a aplicação do novo teste rápido de HIV e sífilis, que diminui o risco de falso positivo. Para avançar no tratamento da doença, em 2012 a Secretaria distribuiu kits de reação anafilática por penicilina a 183 municípios para o tratamento de possíveis reação alérgica em pacientes com sífilis.

Em 2010, a Secretaria da Saúde do Estado formou 140 especialistas em Enfermagem Obstétrica e Neonatal, em curso promovido em parceria com a Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP/CE) e apoio do Ministério da Saúde. Em março deste ano, foi realizado o seminário “A Enfermagem Obstétrica e sua contribuição na assistência ao parto e nascimento: desafios da Rede Cegonha”, com a participação de 150 profissionais de enfermagem, diretores e gestores dos hospitais polos e centros de parto normal de todo o Ceará para estabelecer o protocolo de assistência ao parto no âmbito da Rede Cegonha.

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